Hyper-V: Hypervisor Tipo 1 ou tipo 2?

Hyper-V: Hypervisor Tipo 1 ou tipo 2?

Como sabemos e já conversamos por aqui a virtualização é realidade a alguns anos e faz parte do “meio-ambiente” de TI de diversas empresas. Com toda essa popularização entender como funciona e quais opções estão disponíveis passou a ser um conhecimeto trivial, essencial, inicial a  todos os profissionais de TI. Pois bem…a ideia de hoje é utilizar um artigo que escrevi a um tempinho atrás, onde iniciei o papo sobre virtualização, e focar em no Hyper-V para definir, de forma mais prática qual tipo de hypervisor ele, o Hyper-V, se encaixa.

Escolhi utilizar esse cara como exemplo pois é o que eu mais tenho contato ultimamente. Além do mesmo ter uma peculiaridade que abre espaço para mais discussões. Fique conosco para entender o que estou falando.

Antes de ir direto ao ponto é legal revisar o que já foi conversado anteriormente. É interesante entender que existem tipos de Hypervisors (pode chamar de virtualizador também) que trabalham de forma distinta, e ao meu ver, definem o tipo de solução que será entrega. Vamos aos fatos, de forma resumida temos:

  • Tipo 1 – Baremetal: Nessa modalidade o hypervisor tem contato direto com o hardware. A imagem abaixo simplifica a ideia. Aqui temos a seguinte “sequencia”: HARDWARE > HYPERVISOR > MAQUINAS VIRTUAIS. Por conta dessa proximidade com o hardware o desempenho e acesso aos recursos são mais rápidos. Ambientes criticos e empresariais DEVEM utilizar essa opção (opinião do Nathan).
  • Tipo 2 – Hosted: Uma aplicação que é instalada sobre o sistema operacional e tem capacidade de virtualizar. E quando devo optar pelo tipo 2? Quando estiver em testes/laboratório. Em minha humilde opinião, esse tipo de solução não deve ser utilizada em ambientes corporativos.

Com a mente fresca sobre os tipos de Hypervisor, vamos focar no tema de hoje. E o Hyper-V, é tipo 1 ou tipo 2?? Essa é uma dúvida comum e muitas vezes, por conta da abordagem utilizada para instalação do Hyper-V, acabamos entendendo de forma equivocada.

É de conhecimento geral que temos duas formas de utilizar o Hyper-V. A mais comum, ao menos ao meu redor, é realizar a instalação do Windows Server e após isso habilitar a função do Hyper-V. A segunda opção é utilizar o Hyper-V Server e partir para o gerenciamento de forma remota.

Propositalmente eu não cite soluções para exemplificar os tipos de Hypervisors que comentei anteriomente por conta da confusão existente em definir em qual tipo o Hyper-V se encaixa. Se formos seguir a lógica teriamos:

  1. Instalação do Windows Server
  2. Habilitar o Hyper-V
  3. Subir maquinas virtuais

Pensando dessa forma concluiriamos que estamos lidando com um hypervisor tipo 2, pois o mesmo foi instaldo sobre o Sistema Operacional. Mas, como já dizia Josph Climber: A vida é uma caixinha de surpresa! Quem pensa assim está enganado. O Hyper-V, independente da forma de instalação, é um hypervisor Tipo 1 – Baremetal!

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Eu sei…deu um nó na mente. Relax, vai desatar! Let’s rock e entender como tudo isso funciona.

Quando realizamos a instalação do Hyper-V Server fica evidente que temos uma instalação Baremetal: Hardware > Hyper-V Server > Maquinas virtuais. Nesse momento eu preciso que você ignore a sequencia de instalação.

O que acontece é o seguinte. Quando habilitamos a função do Hyper-V no Windows Server ocorre uma mudança na configuração de boot do server fazendo com que o Hypervisor inicie antes do sistema operacional. Você pode testar isso da seguinte forma: Abra o powershell e digite bcdedit /enum. Verifique que, se tiver o Hyper-V já instalado, a linha “Hypervisor Launch” estará configurada como “automatically”. Essa configuração indica que o Hyper-V sobe antes do Windows Server. Weird…eu sei.

Ok, mas e para onde foi minha instalação do Windows?! Simples…seu sistema operacional base passa a ser a Partição de Gerenciamento do Hyper-V (Pega papel e caneta que la vem conceito novo)! Detalhe importante: Sim, sua maquina está rodando sobre o Hyper-V. John Savill, autor especialista em Hyper-V defende que seu sistema torna-se uma pseudo maquina virtual.

Essa tal partição de gerenciamento atua para o Hyper-V auxiliando nas requisições das VMs, entrega e interação de drivers e demais processos que as VMs solicitam ao host. Veremos isso com mais detalhes nos proximos artigos, prometo. Em uma instalação com Hyper-V Server também temos essa partição de gerenciamento, a diferença é que ela não fica tão “exposta”, assim por dizer.

Deixa eu tentar clarear isso tudo. De uma olhada na imagem abaixo.

image

Essa partição de gerenciamento, deixei um pouco maior para sinalizar que ela agrega, também, o seu sistema base. Obviamente ela possui alguns privilegios a mais do que as maquinas virtuais, afinal, conversa diretamente com o host entregando e buscando demandas.

Finalizando e respondendo nossa pergunta incial: Hyper-V: Hypervisor Tipo 1 ou tipo 2?

TIPO 1 – BAREMETAL

That’s it meus amigos! Espero que o artigo tenha ajudado. Aproveita e já se inscreve no site para receber os proximos artigos por e-mail…eu continuarei a falar sobre Hyper-V!

Há…se preferir video, visite meu canal no youtube, posto bastante coisa lá também.

Grande abraço \o

 

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